sexta-feira, 29 de março de 2013

Sem título sobre liberdade


Eu estava caminhando no escuro em meio a pedras, cascalho e mato, não conseguiria ver por onde andava mesmo se tentasse, fechei os olhos e continuei... até acordar. Dores insuportáveis que assolam manhãs de sexta, ressaca de bebida, ressaca de gente, a única cura é permanecer deitado na cama durante horas tentando descobrir a melhor forma de sublimar vontades em arte, entender processos que nos evoluam de alguma forma.
Canso e me sento, não o mesmo cansar de todo fardo social que venho carregando por anos, cansaço metódico de ficar parado. Café com Vodca. Há uma lacuna entre as relações humanas, Não se preenche  facilmente com palavras doces e promessas de uma vida feliz... É uma lacuna que muitos relacionam ao amor, companheirismo, espiritualidade. Sejamos pragmáticos, a única coisa que nos falta de verdade é confiança pra seguir em frente. Chega uma hora que os pensamentos tomam outra proporção, um dia você acorda com uma alegria de infinidade memorável, existem  os dias de tristeza absoluta, me acostumei com tais oscilações faz tempo, faz tempo também que não me reconheço no espelho, faz tempo que deixei de olha-lo. Lápis e papel...
Afasto-me não só de ti,
Afasto-me de todo  mundo
Sigo pra longe de mim mesmo,
Longe do que um dia pensei
Ser algo extremamente profundo.
Assim deixo que parta,
Difícil é olhar nos seus olhos
É um ponto que marca,

Liberto-me para que aqui dentro possa existir espaço
Liberte-se para que continue a alimentar desejos
Liberto-me da esperança de tê-lo por completo
Liberte-se dos teus medos,
Publique seus segredos...

terça-feira, 26 de março de 2013

Agonia em Tom de sépia


~~É de agonia que me visto
No frio da noite
Na Raiva inerente
No erro que insisto.~~



Meus sonhos em Tom de sépia.
Como o tom dos teus olhos.
Como um filme antigo
Como uma manhã de Outono
Como o caminho que sigo...
Como eu poderia ?
Lançar das minhas mãos uma pedra que fosse acertar a testa daquele que possui a  mesma na constituição do seu coração.
Deitar na grama verde esperando a brisa soprar meus ouvidos
Mudando meus sentidos
Realçando minha falta de noção.
Como eu faria pra mergulhar numa banheira de água vermelha,
Poderia morrer...
Lançar-me ás indulgencias
Colher minhas intransigências
Não seria como sofrer...
As vezes é um poço fundo que a gente cava a procura de nem sei mais o que, e esse poço tem um fundo falso, tão quanto digo que não quero mais.
Que não quero mais voar em nuvens de fértil poética,
Como eu poderia ?
Não ouvir vozes que me mandam calar,
Permanecer sentado no frio enquanto lavo os pés na lama,
Renegando defeitos:
É do meu ciúmes que vem o fardo de amar,
Já que tua falta já compensei com meus passos
Pois caminhei durante horas
Afim de esquecer seus abraços,
Esperando pelo fim:
Na ansiedade de cada cigarro
Em cada flor que eu piso
Na tosse de cada engasgo
Em cada dor que eu não preciso.
Uma ultima declaração:
É cada verso que utilizo
Pra dizer que eu sigo
Sonhando com cada afago,
cada sorriso.